Por Mônica, do Praças da PMERJ:
Infelizmente tem colega que é dificil conversar e tentar chamá-los de volta a razão, conversando com uma equipe que todos estavam com suas armas com coronha rebatida perguntei em que eles acertariam com as armas assim, e acho que por ser mulher não me deram muita atenção, só dizendo:
"Muitas vezes não dá tempo de fazer pontaria." Se não dá tempo de fazer pontaria o que adianta atirar no nada? Poderíamos ter um fuzil só com balas de festim, assim faríamos barulho sem ferir ninguém. Até a polícia está com medo da polícia.
Por M. Maximus, do Praças da PMERJ:
Não façam como no vídeo do batata ["Batata" é o cara que senta o dedo com um fuzil Matzen, no vídeo], não atirem à toa, não gastem munições ao vento só para mostrar que você está de fuzil para o vagabundo. A arma tem uma alça de mira e uma massa de mira use-as, um tiro um corpo no chão ou na pior das hipóteses nenhum ferido inocente e você vai para casa despreocupado. Matar vagabundo é bom, mas nós não podemos nos render ao vício de matar indiscriminadamente. Bom gente, este é o meu ponto de vista, o ponto de vista de um gatiano que já foi baleado em serviço e fora dele e sempre voltou pra casa com a cabeça tranquila e seu dever cumprido, sem vítimas inocentes como "bagagem".
Por Sérgio Lima:
Não sou policial, nem especialista em segurança... mas as vezes me salta aos olhos a falta técnica de abordagem, de noção de estratégia, de balística, de noções de direitos civis, de direitos humanos... em algumas situações que nos chegam ao conhecimento.