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Atirador de elite (sniper) da Polícia Militar mata sequestrador naTijuca


Com um tiro certeiro de um atirador de elite, a Polícia Militar encerrou aplaudida uma ocorrência tensa no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro.

Um homem de posse de uma granada ameaçava uma refém. Visivelmente transtornado, não parecia dar ouvidos ao comandante do 6º Batalhão, Coronel Príncipe. Um disparo repentino bem no meio da cabeça do meliante deu fim a todo aquele embróglio.

E assim, em legítima defesa, com profissionalismo, a Polícia Militar acertou, literalmente, mais uma! Parabéns!

Suspeito é preso após agredir e tentar roubar fuzil de policiais



Um homem visivelmente transtornado reage à abordagem de dois Policiais Militares. Em dado momento, ele tenta tomar a arma de um dos policiais. Mesmo em vantagem numérica, percebe-se que os militares sentem dificuldade para dominá-lo. Até que ele consegue se desvencilhar e foge em meio à movimentada avenida.

Ao que parece, o suspeito é atropelado e logo após tenta roubar um dos carros que transitavam no momento. Sem sucesso, ele retorna em direção à viatura e começa um novo embate. Perplexos, é de se estranhar a passividade dos policiais na contenção do suspeito. Momento crítico que graças à ajuda de um cidadão que passava no local (especula-se que seja um policial de folga) não terminou com consequências irreparáveis. Com a chegada do reforço, finalmente o infrator é controlado.

As imagens são da TV Brasil e ganharam destaque em toda a blogosfera nacional. Certamente serão exibidas nos futuros cursos de formação, servindo para "estudo de caso".



O Danillo Ferreira também não acreditou no que viu.

Polícia boa é polícia bem remunerada...

...o resto é coisa de garotinho. Assim o deputado estadual Flávio Bolsonaro finaliza o vídeo em que, dentre outras coisas, fala da verdades inconvenientes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

São várias as questões levantadas. Desrespeito à dignidade do policial militar do Rio de Janeiro, más condições de trabalho, má gestão dos oficiais, desgaste físico e emocional, jornada de trabalho exaustiva, serviços extras sem remuneração, formação do policial militar e grande número de praças excluídos e baixo número de oficiais na mesma situação.

Polícia boa é polícia bem remunerada!

Tiroteio no Morro dos Macacos

Esse é o famoso vídeo do "Tiroteio no Morro dos Macacos", que desde 2006 faz sucesso na internet. Neste momento em que estão em voga as discussões sobre política de confronto (que ao meu ver é um termo empregado erroneamente) e (des)preparo policial, seguem trechos recentes de alguns blogs, que ilustram o vídeo.

Por Mônica, do Praças da PMERJ:
Infelizmente tem colega que é dificil conversar e tentar chamá-los de volta a razão, conversando com uma equipe que todos estavam com suas armas com coronha rebatida perguntei em que eles acertariam com as armas assim, e acho que por ser mulher não me deram muita atenção, só dizendo:
"Muitas vezes não dá tempo de fazer pontaria." Se não dá tempo de fazer pontaria o que adianta atirar no nada? Poderíamos ter um fuzil só com balas de festim, assim faríamos barulho sem ferir ninguém. Até a polícia está com medo da polícia.


Por M. Maximus, do Praças da PMERJ:
Não façam como no vídeo do batata ["Batata" é o cara que senta o dedo com um fuzil Matzen, no vídeo], não atirem à toa, não gastem munições ao vento só para mostrar que você está de fuzil para o vagabundo. A arma tem uma alça de mira e uma massa de mira use-as, um tiro um corpo no chão ou na pior das hipóteses nenhum ferido inocente e você vai para casa despreocupado. Matar vagabundo é bom, mas nós não podemos nos render ao vício de matar indiscriminadamente. Bom gente, este é o meu ponto de vista, o ponto de vista de um gatiano que já foi baleado em serviço e fora dele e sempre voltou pra casa com a cabeça tranquila e seu dever cumprido, sem vítimas inocentes como "bagagem".


Por Sérgio Lima:
Não sou policial, nem especialista em segurança... mas as vezes me salta aos olhos a falta técnica de abordagem, de noção de estratégia, de balística, de noções de direitos civis, de direitos humanos... em algumas situações que nos chegam ao conhecimento.

Cenas da abordagem policial desastrosa que culminou na morte do menino João Roberto

Mais uma tragédia envolvendo policiais militares do Rio. Policiais militares confundiram um veículo por outro, durante uma perseguição, e dispararam quinze tiros contra o carro, na Tijuca. João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, foi baleado na cabeça. Estava com a mãe e o irmão de nove meses.

No domingo, João voltava de uma festa com a mãe e o irmão, Vinícius, de nove meses. Às 19h30min, o cabo Elias da Costa Neto e um soldado, que não teve o nome divulgado, faziam patrulhamento na Rua Uruguai, quando avistaram quatro homens dentro de um Stilo preto em atitude suspeita. Quando o carro da PM se aproximou, o motorista acelerou. Em poucos minutos, os suspeitos entraram na Rua Espírito Santo Cardoso.

Alessandra estava a 50 metros do prédio onde mora, quando percebeu a viatura atrás em alta velocidade. Na frente do número 399, encostou o carro para dar passagem. Os policiais saíram, se posicionaram atrás e dispararam com fuzis e pistolas. Em depoimento, os militares afirmaram que o carro de Alessandra ficou no meio do fogo cruzado. Mas testemunhas afirmam que os policiais se confundiram. Uma dona de casa que mora na frente do local disse que Alessandra chegou até a jogar pela janela uma bolsa infantil, para chamar a atenção dos policiais.

Documentário Wardogs - BOPE


Trechos do documentário "Wardogs" (Cães de Guerra), sobre o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, feito por uma televisão estrangeira.

O interesse internacional pelo BOPE é mostra do seu reconhecimento como uma das melhores (talvez a melhor) tropa de combate urbano do mundo.

Diz-se que em 2005 um integrante da Guarda Nacional dos EUA, Bain Serna, passou 5 semanas no BOPE e revelou a um jornal do Texas: é a melhor unidade de combate urbano do mundo. "Nossas tropas no Iraque deveriam aprender com o Bope".

O Grupamento Aeromarítimo (GAM) da PMERJ também tem aparições no vídeo.

Recrutas da PM na posição de flexão: tortura?


Ainda que já faça mais de dez dias que tenha passado, vou dar minha opinião, porque o fenômeno é cíclico. Todos os anos novas turmas de calouros adentram às intituições de ensino militares. E toda vez que um desses treinamentos de "adaptação" for registrado por uma câmera (e isso é cada vez mais comum, já que até telefones celulares são dotados de câmeras) e as imagens forem cuspidas ao mundo civil, a reação tenderá a ser de repulsa pelos que estão de fora.

Quem está de fora, e nunca vivenciou a vida militar, só consegue enxergar o lado humilhante e dramático das imagens, e claro, não conseguem entender o porque daquilo tudo. Qual a necessidade disso?! E não são só os civis não, até mesmo alguns militares questionam o tratamento dispensado aos novatos nos treinamentos. A Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (AMAE) e o blog Alvo da Chibata por exemplo, fizeram coro com a imprensa e manifestaram repúdio às imagens dos recrutas do 8º BPM avançando ao rancho na posição de flexão.

Farei um parênteses aqui. Para causar mais impacto e dar aquele toque tão sensacionalista que estamos acostumados a ver por parte da imprensa, o caso foi noticiado como "policiais foram obrigados a andar de quatro". Por mais que este detalhe não tenha tanta importância, devo dizer que aquilo ali não é andar de quatro. Aquela posição se chama posição de flexão, um exercício onde se faz flexão de braços. Não é preciso ser nenhum técnico em posicionamento corporal humano formado da NASA para saber a diferença entre um e outro. Outro esclarecimento: os policiais militares que estão de camisa branca "vítimas" do tratamento "humilhante" são recrutas (calouros), que aspiram ser soldados da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

A transição da vida civil para militar é intensa, abrupta e súbita, seja na no quartel do 8º BPM, seja na APM D. João VI, seja na AMAN, ou Academia Militar de West Point (EUA). São em situações como esta, num treinamento de adaptação à vida militar, que se aprende autocontrole e se adquire resistência a condições adversas. É, de certa forma, humilhante para quem aspira a um status superior e lhe ensina que, antes de subir, é preciso descer à posição mais baixa. Contribui também para desacreditar qualquer auto-estima que o novato tenha em função de sua vida pregressa e que queira trazer para a vida militar. Reduzidos simbolicamente a um estado pré-humano, os novatos só reencontrarão sua dignidade se estiverem de acordo com as exigências da nova situação de vida a que aspiram.

Outra coisa que não fica clara para quem vê as imagens isoladamente, é que quem aplica o tratamento de choque não tem nada contra o caráter pessoal de nenhum calouro, que o recruta (ou "bicho", nas Academias Militares) está naquela situação porque é alguém que, no momento, está num status inferior passageiro, aspirando a um status superior. Tratamento este que geralmente é aceito pelos próprios calouros, simplesmente porque quem aplica o tratamento já passou pela mesma situação e amanhã será ele quem provavelmente fará o mesmo. Ou, no mínimo, se divertirá ao contar os causos do seu curso de formação e se orgulhar de "como foi difícil chegar até aqui".

Claro que podem haver exageros, mas não estou falando das exceções. Justamente pelo risco do exagero é que nossos regulamentos proíbem o trote, e os responsáveis podem sofrer punições disciplinares por isso. Porém, apesar de proibido, todos que já passaram por alguma formação militar sabe que eles existem e são uma antiga tradição nas escolas militares. A existência de uma regra não garante que ela será imposta. O mais comum é que a regra seja imposta quando algo provoque a imposição (neste caso a repercussão negativa das imagens dos recrutas avançando ao rancho na posição de flexão).

O assunto é polêmico e tenho certeza que teremos comentários bastantes divergentes aqui, como foi lá no blog do Pracinha da PM, pois o sentimento de "humilhação" e de ter a "dignidade humana desrespeitada" é algo totalmente subjetivo. Basta perguntar aos recrutas, o que eles acham disso tudo. Será que todos concordariam que foram torturados e humilhados?

Tropa de cadetes (alunos oficiais) da PM do RJ


Terceiro ano do Curso de Formação de Oficiais em deslocamento diário para o Rancho, na hora do almoço.
Soooo Beeee Raaaa Nia!
Soberania, Soberania, Primeira!


E a primeira!

Raça, fibra, determinação
Ocupa o espaço, defende o cidadão
A fúria estampada com garra e vibração
Destemido combatente que vive a lutar
Somos Turma Fúria, Soberania Par!
Exemplo de força, coragem até o fim
Turma 2004, Tenente Rolim!

Porque "Soberania"?
As turmas que entram em anos pares são da "Soberania Par". As turmas ímpares fazem parte do "Império Ímpar". Isso gera uma rivalidade (saudável) entre as turmas, que sempre buscam superar umas as outras e dão munição para brincadeiras e piadas. Pois bem, o atual terceiro ano entrou na Academia de Polícia Militar em 2004, ou seja, é Soberania Par.

Porque "E a primeira"?
O 3º ano do CFO é a Primeira Companhia. O 2º ano é a 2º CIA e o 1º ano é a 3º CIA.

Porque "Turma Fúria"?
As turmas pares geralmente se auto-denominam como Fúria ou Garra. O Império Ímpar pode ser Furacão ou Trovão. Atualmente no CFO temos o 1º ano como Garra, o 2º como Furacão e o 3º como Fúria.

Porque "Turma 2004"?É o ano que o atual terceiro ano ingressou na APM D. João VI: 2004.

Porque "Tenente Rolim"?
O 1º Ten PM Marcelo Rolim é o patrono da turma. Era do BOPE e morreu em combate, dia 09 de abril de 2004, numa operação na Rocinha. Um dos melhores oficiais que a PM já teve. Ver reportagem da época.

E porque vocês bradam tão alto?
Porque estamos todos com muita fome!